Em resultado de uma discussão
que, lamentavelmente, tive à dias, não poderia deixar de atribuir o cafezinho
de hoje aos INTELCTUAIS.
Caro leitor deste humilde
desabafo, que conste que, em momento algum, me referirei aos nossos intelectuais históricos com
feitos tão gloriosos que caímos no comodismo de consumir e apreender os seus
feitos de uma forma tão dogmática que agrada aos nossos cérebros nos dias mais
preguiçosos. Irei referir-me apenas aos intelectuais manientos com que nos
deparamos no nosso dia a dia, ou se preferirem os sabichões de meia tigela.
Estes indivíduos com grande
capacidade de processar e digerir informação (gabo-lhes esta característica) manipulam-na eficazmente,
envolvem-na em arrogância intelectual e em saberes moralistas lógicos (e em nada
emocionais) e mesmo que se prove que não têm razão esculpem quase que irrepreensivelmente uma opinião que numa ultima análise conseguem provar (para eles) que é certa... Isto porque vencem o alvo da discussão pelo cansaço.
Não me incomoda que esses indivíduos
tenham razão quando arquitectam um ponto de vista. O que a mim me faz espécie
nesta mania de terem sempre a certeza, de terem sempre a razão e de ser
impossível contradize-los é a inflexibilidade que as pessoas com este tipo de
personalidade têm em aceitar que pode existir formas diferentes de se
percepcionar uma situação e que ambas podem estar correctas.
Em suma, discutir com este tipo
de pessoas é tempo perdido, tão perdido como a de conversar com um descafeinado
(se bem que este no fim ainda nos dá algum prazer de degustação e nos livra de
uma crise de ansiedade por não conter cafeína).
P.S.: Tenho alguma pena destes
sujeitos que se regem por uma lógica mental ignorando a sua parte emocional.
Pois, para além de constituírem parte dos idiotas do mundo ainda conseguem o
prodígio de serem mal amados pelo insuportável que consegue ser atura-los.
Conselho? Equilibrem a mente e o
espírito e permitam-se aventurar num mundo imprevisível, desordenado, trocando
a racionalidade pela emoção, o metódico pelo acaso e crescendo com as opiniões
e pontos de vista alheios.
Sai um café queimado para
os intelectuais
aMartinCafé

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