Sai um expresso para o amor............aMartinCafé
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Desculpa lá qualquer coisinha...
Entre o tédio do nada para fazer e
a preguiça de me esforçar para fazer alguma coisa dei comigo a reflectir sobre
uma palavra muito interessante, muito útil e que nos facilita o dia-a-dia. A
palavra desculpa.
Esta palavrinha de 8 letrinhas
apenas, dá-nos o direito de fazer trinta por uma linha e dizer tudo o que nos vier à cabeça, desde que no fim seja graciosamente utilizada, salvaguardando qualquer peso de consciência que possa ter remanescido.
É certo que as desculpas não se pedem, evitam-se
mas também é certo que por vezes surgem factores que irremediavelmente
são/foram incontornáveis e a única solução é mesmo pedir desculpas pois fez-se
alguma coisa que na realidade não se conseguiu mesmo evitar fazer.
Porém, vivemos num mundo onde cada
indivíduo se preocupa tanto com o seu nível de conforto que é quase impensável
colocar o outro – ou mesmo o colectivo – na equação pela qual medem os actos. E
depois quase que de forma impulsiva e pouco consciente fazem coisas pelas quais
têm que pedir desculpa mais tarde, pois pesa a equação da consciência que urge
ser apaziguada por um: “desculpa lá qualquer coisinha” – e a consciência limpa,
ou não.
Na realidade somos cúmplices de uma
sociedade que compactua com uma espécie de submissão colectiva que nos
transmite que não faz mal massacrar os outros, a nós próprios nem o mundo em
geral, desde que no fim se peça “desculpa”.
No final e depois do veredicto tudo
se apazigua, se recalca e volta-se novamente ao transe, à submissão do
colectivo e ao conforto que o “desculpa lá qualquer coisinha” permitiu.
P.:
Desculpas por delicadeza?
R.:
Q.B.
P.:
Desculpas por ofensa?
R.:
Perfeitamente evitáveis.
Sai um
café pingado
aMartinCafé
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Entre Cafés…{1}
Nestes dias entediantes de quem
pensa que está de férias e não tem nada para fazer, (sendo que na realidade
estou mesmo é em recuperação de uma fractura e devia era estar na caminha a
descansar) lá me costumo ir distrair para “o café dos cotas reformados”.
Tendo em conta que na minha
terrinha a única explanada de jeito é mesmo a daquele cafezito e tendo em conta
que é o único local para onde me dá jeito ir a pé, é mesmo para lá que eu vou.
É deveras interessante, nas
horas de maior afluência (onde eu sou o único ser vivo – para além do rapaz que
está ao balcão – com menos de 65 anos), deixar de fazer um esforço para não ouvir
as conversas alheias. E então lá se ouve o role de doenças da dona Teresa (que
se apontasse no meu caderninho me faltariam certamente paginas e tinta na
caneta para apontar todas), a desgraça que aconteceu ao senhor Vítor, a dona
Maria que faleceu nova de cancro e outros afins, a reforma que é pouco e que não
dá para as despesas - mas que chega para enfardar todos os dias de manhã uma
meia de leite, uma sandes e uma fatia de bolo… Enfim.
O mais engraçado foi mesmo quando
– depois de ter sido agredida duas vezes por uma mala de senhora e de terem
vindo esbarrar contra a minha pessoa que estava tão quietinha, sossegadinha e concentradinha
sentada numa mesa a ler um livrinho – repararam que as canadianas encostadas ao
pilar eram minhas (a única pessoa que apesar de não verbalizar um role de
doença manifestava, claramente, evidencias de algo) e foi o CAOS, para mim, que
tive que explicar o sucedido TRÊS VEZES.
E coitadinha de mim que era tão
nova e estava assim. Afinal um pé partido é lixado. Quase tão lixado como os
bicos de papagaio da dona Josefa, a asma que não cessa do senhor Joaquim….E lá
estava eu com o meu livrinho na mão, com o meu café a arrefecer e a ter que
levar com aquelas conversas de hospital.
Desabafo?! Acho que amanhã vou trocar
“o café dos cotas reformados” pelo “café da miudagem” ao pé da escola EB+S.
Sai um café gelado para
mim
aMartinCafé
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Deste café não saberás… {2}
Odeio-te!
Entras-te no meu
dia a dia de mansinho, com o teu carisma, humor e sorriso, foste conhecendo as
minhas franquezas, as minhas fragilidades e as minhas frustrações para ganhares
pontos a teu favor. Avaliaste-me de uma forma tão pragmática que antes que eu
desse por isso já sabias quais eram os meus filmes preferidos, os meus
restaurantes habituais, os meus hobbies diários, mostrando-me como eu era
importante e especial.
Soubeste analisar
e identificar a minha carência de amor, o meu sorriso plástico que disfarçava
uma falsa felicidade, a minha carência de atenção, que tentava esconder
mostrando-me atarefada, a minha falta de esperança que encobria à medida que ia
falando dos projectos que tinha para o futuro.
Mostras-te
culto, viajado, educado, sociável, engraçado, partilhavas tudo comigo fazendo
com que me sentisse parte da tua vida… Foste-me conquistando e seduzindo.
http://rosepetenucci.files.wordpress.com/2011/08/irish-coffee2.jpg?w=550
Fechar o
coração ao mundo é um exercício muito difícil para quem o tem. Eu tinha fechado
o meu e já estava resiliente com essa opção. Confessei-te. Não estava
disponível para amar, estava emocionalmente indisponível. Tu brincas-te com a
situação, não compreendendo que eu estava a falar a sério (e ainda bem). Esta
minha opção demonstrou-se mais frágil, vulnerável e inconsistente do que eu a
considerara. Tu avanças-te e eu não consegui dizer que não. Agora! Agora tenho
medo. Crias-te em mim necessidades que eu não tinha… A necessidade de consumir
um bocadinho de ti todos os dias, seja de que forma for. Crias-te em mim a
vontade eximia de te ver todos os dias, de te ouvir mais que muitas vezes ao
dia e de sentir o teu abraço sempre que possível.
Tenho medo…Muito
medo. Tenho medo que tenhas despertado isto em mim, isto que eu enterrara por
medo de me voltar a magoar. Tenho medo que vás embora ou que mudes por algum
motivo.
Tenho medo não
porque te odeio mas porque te amo. Ainda não te disse por medo, mas pode ser
que um dia me dês coragem para dize-lo.
Sai um
irish coffee para mim
aMartinCafé
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Frases de Café...{1}
Estava a vaguear pela internet ontem de madrugada talvez por falta de sono, talvez por falta de quem mo tirasse e encontrei esta frase que me pareceu tão verdadeira que decidi coloca-la aqui para partilhar com vocês.
Sai um expresso...Ou talvez um descafeinado.
aMartinCafé
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Conversas de Café...{1}
ELA: Se encontrasses a lâmpada do Aladino que desejos pedirias?
ELE: Dinheiro, Saúde e um Harém.
ELA: Um harém? Que falta de criatividade.
ELE: Sim. Saúde para aguentar o harém e dinheiro para o sustentar....Faz sentido!
ELA: Os homens e a mania de que as mulheres são todas diferentes... Sabes que os homens são todos iguais mas as mulheres não são todas diferentes... (que falta de criatividade).
ELE: Dinheiro, Saúde e um Harém.
ELA: Um harém? Que falta de criatividade.
ELE: Sim. Saúde para aguentar o harém e dinheiro para o sustentar....Faz sentido!
ELA: Os homens e a mania de que as mulheres são todas diferentes... Sabes que os homens são todos iguais mas as mulheres não são todas diferentes... (que falta de criatividade).
Há dúvidas?!
Para que não fiquem dúvidas, aqui ficam várias formas de consumir o tão maravilhoso café.
Os portugueses em geral preferem o Expresso (com ou sem açúcar), eu prefiro o Americano (absolutamente isento de qualquer substancia adocicada) - gostos!
aMartinCafé
Deste café não saberás… {1}
Em resultado de uma discussão
que, lamentavelmente, tive à dias, não poderia deixar de atribuir o cafezinho
de hoje aos INTELCTUAIS.
Caro leitor deste humilde
desabafo, que conste que, em momento algum, me referirei aos nossos intelectuais históricos com
feitos tão gloriosos que caímos no comodismo de consumir e apreender os seus
feitos de uma forma tão dogmática que agrada aos nossos cérebros nos dias mais
preguiçosos. Irei referir-me apenas aos intelectuais manientos com que nos
deparamos no nosso dia a dia, ou se preferirem os sabichões de meia tigela.
Estes indivíduos com grande
capacidade de processar e digerir informação (gabo-lhes esta característica) manipulam-na eficazmente,
envolvem-na em arrogância intelectual e em saberes moralistas lógicos (e em nada
emocionais) e mesmo que se prove que não têm razão esculpem quase que irrepreensivelmente uma opinião que numa ultima análise conseguem provar (para eles) que é certa... Isto porque vencem o alvo da discussão pelo cansaço.
Não me incomoda que esses indivíduos
tenham razão quando arquitectam um ponto de vista. O que a mim me faz espécie
nesta mania de terem sempre a certeza, de terem sempre a razão e de ser
impossível contradize-los é a inflexibilidade que as pessoas com este tipo de
personalidade têm em aceitar que pode existir formas diferentes de se
percepcionar uma situação e que ambas podem estar correctas.
Em suma, discutir com este tipo
de pessoas é tempo perdido, tão perdido como a de conversar com um descafeinado
(se bem que este no fim ainda nos dá algum prazer de degustação e nos livra de
uma crise de ansiedade por não conter cafeína).
P.S.: Tenho alguma pena destes
sujeitos que se regem por uma lógica mental ignorando a sua parte emocional.
Pois, para além de constituírem parte dos idiotas do mundo ainda conseguem o
prodígio de serem mal amados pelo insuportável que consegue ser atura-los.
Conselho? Equilibrem a mente e o
espírito e permitam-se aventurar num mundo imprevisível, desordenado, trocando
a racionalidade pela emoção, o metódico pelo acaso e crescendo com as opiniões
e pontos de vista alheios.
Sai um café queimado para
os intelectuais
aMartinCafé
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