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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Desculpa lá qualquer coisinha...


Entre o tédio do nada para fazer e a preguiça de me esforçar para fazer alguma coisa dei comigo a reflectir sobre uma palavra muito interessante, muito útil e que nos facilita o dia-a-dia. A palavra desculpa.
Esta palavrinha de 8 letrinhas apenas, dá-nos o direito de fazer trinta por uma linha e dizer tudo o que nos vier à cabeça, desde que no fim seja graciosamente utilizada, salvaguardando qualquer peso de consciência que possa ter remanescido.
É certo que as desculpas não se pedem, evitam-se mas também é certo que por vezes surgem factores que irremediavelmente são/foram incontornáveis e a única solução é mesmo pedir desculpas pois fez-se alguma coisa que na realidade não se conseguiu mesmo evitar fazer.
Porém, vivemos num mundo onde cada indivíduo se preocupa tanto com o seu nível de conforto que é quase impensável colocar o outro – ou mesmo o colectivo – na equação pela qual medem os actos. E depois quase que de forma impulsiva e pouco consciente fazem coisas pelas quais têm que pedir desculpa mais tarde, pois pesa a equação da consciência que urge ser apaziguada por um: “desculpa lá qualquer coisinha” – e a consciência limpa, ou não.
Na realidade somos cúmplices de uma sociedade que compactua com uma espécie de submissão colectiva que nos transmite que não faz mal massacrar os outros, a nós próprios nem o mundo em geral, desde que no fim se peça “desculpa”.
No final e depois do veredicto tudo se apazigua, se recalca e volta-se novamente ao transe, à submissão do colectivo e ao conforto que o “desculpa lá qualquer coisinha” permitiu.

P.: Desculpas por delicadeza?
R.: Q.B.
P.: Desculpas por ofensa?
R.: Perfeitamente evitáveis.

Sai um café pingado
aMartinCafé

"Com o interruptor ligado 
no modo poupança de energia."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Entre Cafés…{1}


Nestes dias entediantes de quem pensa que está de férias e não tem nada para fazer, (sendo que na realidade estou mesmo é em recuperação de uma fractura e devia era estar na caminha a descansar) lá me costumo ir distrair para “o café dos cotas reformados”.
Tendo em conta que na minha terrinha a única explanada de jeito é mesmo a daquele cafezito e tendo em conta que é o único local para onde me dá jeito ir a pé, é mesmo para lá que eu vou.
É deveras interessante, nas horas de maior afluência (onde eu sou o único ser vivo – para além do rapaz que está ao balcão – com menos de 65 anos), deixar de fazer um esforço para não ouvir as conversas alheias. E então lá se ouve o role de doenças da dona Teresa (que se apontasse no meu caderninho me faltariam certamente paginas e tinta na caneta para apontar todas), a desgraça que aconteceu ao senhor Vítor, a dona Maria que faleceu nova de cancro e outros afins, a reforma que é pouco e que não dá para as despesas - mas que chega para enfardar todos os dias de manhã uma meia de leite, uma sandes e uma fatia de bolo… Enfim.
O mais engraçado foi mesmo quando – depois de ter sido agredida duas vezes por uma mala de senhora e de terem vindo esbarrar contra a minha pessoa que estava tão quietinha, sossegadinha e concentradinha sentada numa mesa a ler um livrinho – repararam que as canadianas encostadas ao pilar eram minhas (a única pessoa que apesar de não verbalizar um role de doença manifestava, claramente, evidencias de algo) e foi o CAOS, para mim, que tive que explicar o sucedido TRÊS VEZES.
E coitadinha de mim que era tão nova e estava assim. Afinal um pé partido é lixado. Quase tão lixado como os bicos de papagaio da dona Josefa, a asma que não cessa do senhor Joaquim….E lá estava eu com o meu livrinho na mão, com o meu café a arrefecer e a ter que levar com aquelas conversas de hospital.

Desabafo?! Acho que amanhã vou trocar “o café dos cotas reformados” pelo “café da miudagem” ao pé da escola EB+S.

Sai um café gelado para mim

aMartinCafé

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Frases de Café... {2}


Deste café não saberás… {2}


Odeio-te!
Entras-te no meu dia a dia de mansinho, com o teu carisma, humor e sorriso, foste conhecendo as minhas franquezas, as minhas fragilidades e as minhas frustrações para ganhares pontos a teu favor. Avaliaste-me de uma forma tão pragmática que antes que eu desse por isso já sabias quais eram os meus filmes preferidos, os meus restaurantes habituais, os meus hobbies diários, mostrando-me como eu era importante e especial.
Soubeste analisar e identificar a minha carência de amor, o meu sorriso plástico que disfarçava uma falsa felicidade, a minha carência de atenção, que tentava esconder mostrando-me atarefada, a minha falta de esperança que encobria à medida que ia falando dos projectos que tinha para o futuro.
Mostras-te culto, viajado, educado, sociável, engraçado, partilhavas tudo comigo fazendo com que me sentisse parte da tua vida… Foste-me conquistando e seduzindo.
http://rosepetenucci.files.wordpress.com/2011/08/irish-coffee2.jpg?w=550
Fechar o coração ao mundo é um exercício muito difícil para quem o tem. Eu tinha fechado o meu e já estava resiliente com essa opção. Confessei-te. Não estava disponível para amar, estava emocionalmente indisponível. Tu brincas-te com a situação, não compreendendo que eu estava a falar a sério (e ainda bem). Esta minha opção demonstrou-se mais frágil, vulnerável e inconsistente do que eu a considerara. Tu avanças-te e eu não consegui dizer que não. Agora! Agora tenho medo. Crias-te em mim necessidades que eu não tinha… A necessidade de consumir um bocadinho de ti todos os dias, seja de que forma for. Crias-te em mim a vontade eximia de te ver todos os dias, de te ouvir mais que muitas vezes ao dia e de sentir o teu abraço sempre que possível.
Tenho medo…Muito medo. Tenho medo que tenhas despertado isto em mim, isto que eu enterrara por medo de me voltar a magoar. Tenho medo que vás embora ou que mudes por algum motivo.
Tenho medo não porque te odeio mas porque te amo. Ainda não te disse por medo, mas pode ser que um dia me dês coragem para dize-lo.

Sai um irish coffee para mim

aMartinCafé

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Frases de Café...{1}



Estava a vaguear pela internet ontem de madrugada talvez por falta de sono, talvez por falta de quem mo tirasse e encontrei esta frase que me pareceu tão verdadeira que decidi coloca-la aqui para partilhar com vocês.

Sai um expresso...Ou talvez um descafeinado.
aMartinCafé

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conversas de Café...{1}

ELA: Se encontrasses a lâmpada do Aladino que desejos pedirias?
ELE: Dinheiro, Saúde e um Harém.
ELA: Um harém?  Que falta de criatividade.
ELE: Sim. Saúde para aguentar o harém e dinheiro para o sustentar....Faz sentido!
ELA: Os homens e a mania de que as mulheres são todas diferentes... Sabes que os homens são todos iguais mas as mulheres não são todas diferentes... (que falta de criatividade).

Há dúvidas?!




Para que não fiquem dúvidas, aqui ficam várias formas de consumir o tão maravilhoso café.
Os portugueses em geral preferem o Expresso (com ou sem açúcar), eu prefiro o Americano (absolutamente isento de qualquer substancia adocicada) - gostos!

aMartinCafé

Deste café não saberás… {1}



Em resultado de uma discussão que, lamentavelmente, tive à dias, não poderia deixar de atribuir o cafezinho de hoje aos INTELCTUAIS.
Caro leitor deste humilde desabafo, que conste que, em momento algum, me referirei aos nossos intelectuais históricos com feitos tão gloriosos que caímos no comodismo de consumir e apreender os seus feitos de uma forma tão dogmática que agrada aos nossos cérebros nos dias mais preguiçosos. Irei referir-me apenas aos intelectuais manientos com que nos deparamos no nosso dia a dia, ou se preferirem os sabichões de meia tigela.
Estes indivíduos com grande capacidade de processar e digerir informação (gabo-lhes esta característica) manipulam-na eficazmente, envolvem-na em arrogância intelectual e em saberes moralistas lógicos (e em nada emocionais) e mesmo que se prove que não têm razão esculpem quase que irrepreensivelmente uma opinião que numa ultima análise conseguem provar (para eles) que é certa... Isto porque vencem o alvo da discussão pelo cansaço.
Não me incomoda que esses indivíduos tenham razão quando arquitectam um ponto de vista. O que a mim me faz espécie nesta mania de terem sempre a certeza, de terem sempre a razão e de ser impossível contradize-los é a inflexibilidade que as pessoas com este tipo de personalidade têm em aceitar que pode existir formas diferentes de se percepcionar uma situação e que ambas podem estar correctas. 
Em suma, discutir com este tipo de pessoas é tempo perdido, tão perdido como a de conversar com um descafeinado (se bem que este no fim ainda nos dá algum prazer de degustação e nos livra de uma crise de ansiedade por não conter cafeína).

P.S.: Tenho alguma pena destes sujeitos que se regem por uma lógica mental ignorando a sua parte emocional. Pois, para além de constituírem parte dos idiotas do mundo ainda conseguem o prodígio de serem mal amados pelo insuportável que consegue ser atura-los.
Conselho? Equilibrem a mente e o espírito e permitam-se aventurar num mundo imprevisível, desordenado, trocando a racionalidade pela emoção, o metódico pelo acaso e crescendo com as opiniões e pontos de vista alheios.

Sai um café queimado para os intelectuais

aMartinCafé